PAPEL EM BRANCO
Velho hábito de pegar numa caneta
olhando o desafiador
papel em branco
e escrever
as palavras com sentido dos sentidos.
pairando devagar
entre cúmulos enormes
de um céu de trovoada.
E esperar
a alquimia de me libertar
da chuva de cadeias
e de peias
que se tecem em longas teias
de vestido.
Tecido como uma pele colada à pele
encharcando de memória
o meu destino.
.....
Talvez amanhã me vá sentar na Brasileira
e num segundo fugaz numa cadeira
encontre o meu eu
um tanto já esquecido.

Comentários
Enviar um comentário